segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

vinte e três e quarenta e um

me pergunto porque nunca tenho nada.
porque preciso ser sempre o pior.
o menos estimado.

dói viver assim.
estou cansado.

me pergunto porque ainda estou aqui.
sinto vontade de tomar todas as cartelas de comprimidos que tenho, embora saiba que não farei isso, de fato.

estou desacostumado a ser sozinho.

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Il va partir

Quando a vida está bem, eu abandono temporariamente esse blog. Esse foi o "abandono" mais longo. Uns seis meses já? Talvez.

Está chegando o aniversário do fatídico dia do martini complicado, e eu não posso deixar de pensar nisso com certo temor. Minha cabeça viaja para longe nessas horas e eu realmente desconfio de tudo e todos, por alguns minutos. Até tudo voltar ao lugar. Tenho medo as vezes. Muito medo. Tanto medo que quase me escondo debaixo das cobertas. Acho que só quem teve um coração massacrado por alguém, pode entender isso. Espero que entendam, não existe nenhum sentimento pelo passado. Olho para atrás e não sinto nada pelo objeto passado. Absolutamente nada, nem o ódio que me era tão comum.

Tenho medo de perder.
Medo de voltar pra minha vidinha antiga.

Estou com dor de cabeça.

sexta-feira, 27 de maio de 2011

the last time i saw you

Noite quente que ficou fria. Eu estava num daqueles dias de humor esquisito. Mentira, na verdade tudo estava bem, até tudo ficar mal e confuso na minha cabeça. De uma hora pra outra, eu me permiti enxergar aquilo que eu não queria enxergar durante alguns quinze ou vinte dias. Eu estava feliz. Você estava feliz. O que mais importava? Pra que enxergar se a gente pode viver numa ilusão.

Mas aí eu me esqueci de um detalhe. Ilusão só é ilusão, quando você não sabe que é uma ilusão. E eu sabia. Pra falar a verdade, sempre soube. Desde a primeira vez que vocÊ disse "oi". Fui lá e fiz. 

Você disse "você é a minha alma gemea". Eu disse "isso não existe". Até hoje não sei se você disse isso sério. E até hoje não sei se eu respondi sério. Ora essas, é tão difícil achar alguém com cabeça, gostos e etc tão parecidos com os meus. 

Pois bem, você cheirava a vinho barato. Eu estava um saco. Um verdadeiro e entediante saco. Não colaboro quando estou intrigado.  Multidão, calor, incomodo interno e externo resultou naquilo. Você tentando se equilibrar nas correntes. Eu ali olhando entediado (intrigado). Sou intrigado e desconfiado por natureza. Isso é uma bosta. Essa foi a ultima vez que te vi. 

Foi? Minha memória me deixa na mão as vezes. Mas acho que foi essa sim.

Nem sei porque escrevi isso. desnecessário.

quinta-feira, 26 de maio de 2011

A mulher grávida

Estava ontem retornando da minha vida de pobre estagiária pobre, quando peguei o ônibus cheio.E tinha um lugar na parte preferencial, sentei, depois de algum tempo, uma mulher com uma barriga surgiu, e eu não sabia se ela estava ou não grávida, na dúvida, fiquei sentada mesmo.

Eu tenho uma política muito doida quanto a assentos de transporte público.Acho que quem deve sentar é quem precisa mais.E para isso não necessariamente é uma daquelas pessoas retratadas em branco no fundo azul, de forma simplificada próximo ao assento.Pra mim é uma mulher com dores, um homem cansado, alguém com uma mochila grande e pesada que carregou o dia todo.

Enfim.

Ela estava muito bem vestida, cheirosa, com uma bolsa bonita e uma sacola com compras.Eu, que estava com cólicas, com as pernas meio abertas, com a bolsa na frente da barriga, numa posição que de certa forma parecia mesmo uma mulher prenha, não me movi.

Ela começou a fazer que estava com dores nas pernas, dor nas costas.Aquilo torturou a minha moral fortemente, mesmo sendo notável encenação.Então me questionei durante a meia hora que se seguiu, até ser iluminada pelo divino:

Aquela moça, em seus quase 30 anos, bem vestida, cheirosa, levando coisas novas pra casa, estava querendo me tirar a única coisa que eu tinha conquistado naquele dia?

...

E ela ainda fez sexo com um homem que ela desejava, em pelo menos uma noite de intensos prazeres?

Estava mais do que certa em não deixá-la sentar.

Só levantei pra descer.

domingo, 1 de maio de 2011

Todas as noites

Todas as noites quando encostava a cabeça no travesseiro ele rezava fervorosamente para que o dia seguinte fosse melhor do que o presente. Acreditava que algo iria acontecer e mudar seus dias, mudar a sua vida. Ele estava cansado daqueles dias cinzentos e iguais, sem nada de especial. Desejava ser achado, amado, ouvido, acariciado e todas essas coisas. Ele sabia que não encontraria, mas ainda assim fingia acreditar e desejar. Não podia perder esse desejo.

Era a única coisa que tinha.

E um dia se tornava a repetição exata do anterior.

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Let it be

Fico vesgo enquanto observo meu cigarro se queimar sozinho. A fumaça vai pra longe, ao contrário dos meus pensamentos que sempre insistem em me prensar em qualquer muro da cidade. Não tenho força suficiente para afastá-los de minha cabeça. E talvez, eu nem queira isso. Pego um papel qualquer, crio algumas palavras, algumas expressões, alguns rostos. Mas não sai aquilo que planejei. Amasso uma folha. Amasso a segunda, a terceira...e desisto. Fecho o bloco de papéis e guardo. Viro para o lado e me desligo, fitando a parede azul, canso, viro pro lado oposto e durmo.

quinta-feira, 10 de março de 2011

Mentira

E por mais que eu finja que não me importo com ninguém, e não gosto de ninguém,  lá no fundo, bem no fundo mesmo, eu sei que é mentira. É uma grande e estúpida mentira deslavada.

sábado, 5 de março de 2011

É

Ontem eu escutei a frase: Vini, por onde quer que você vá, as pessoas sempre vão rir de você.

Talvez seja verdade. Já estou me acostumando com isso.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

All these little rejections

O que eu quero não existe. Não sei muito bem, as vezes me sinto perdido. O fato de "estar bem" me assusta grandemente. E o fato de "estar mal" me machuca. Queria saber viver de uma maneira simples, mas por mais que eu ande por aí, que eu pense, pense, pense e pense e converse com diversas pessoas, nada muda aqui dentro. Eu sempre vou continuar sendo aquele garoto do canto, aquele que ninguém nota. Sempre terei 13 anos, aqueles malditos 13 anos. Até quando irei me sentir torturado por mim mesmo? Não seria mais fácil aceitar o benefício e ficar quietinho. O que tem por trás disso? Que merda está acontecendo? Alguém pode me dizer? Alguém poderia me ajudar?

Não entendo nada desta vida mesmo.

O que eu quero

O que eu quero não existe. Não sei muito bem, as vezes me sinto perdido. O fato de "estar bem" me assusta grandemente. E o fato de "estar mal" me machuca. Queria saber viver de uma maneira simples, mas por mais que eu ande por aí, que eu pense, pense, pense e pense e converse com diversas pessoas, nada muda aqui dentro. Eu sempre vou continuar sendo aquele garoto do canto, aquele que ninguém nota. Sempre terei 13 anos, aqueles malditos 13 anos. Até quando irei me sentir torturado por mim mesmo? Não seria mais fácil aceitar o benefício e ficar quietinho. O que tem por trás disso? Que merda está acontecendo? Alguém pode me dizer? Alguém poderia me ajudar?

Não entendo nada desta vida mesmo.

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Deve ser um post bem legal, né?

Como todos já sabem, sou uma pessoa que a vida levou pra passear por todas as classes sociais, pra ver qualé a boua.Todos dias, acordo classe média, me transporto com a classe C, estudo e trabalho com os top na balada, volto com a classe C, venho pra dormir na classe média novamente.

Eis que devido uma promoção que eu perdi (TODOS CHORA), eu fui toda gata linda num shopping numa área onde moram as pessoas que quando tem alguma coisa verde no dente, é dólar, fazer o benedito de um passaporte.

Então que ontem um fui buscá-lo.Para economizar tempo e dinheiro, peguei carona com uma coleguinha de classe que mora lá perto.Ela é muito legal pra quem é tão bonita e rica.Ela fala de coco diariamente, vocês iam gostar dela.Na verdade ela estava com uma amiga, pois elas revezam os carros por não curtir dirigir, ou sei lá, pra andar junto.

O fato é que a amiga dela tem cara de pobre, cara de Andressa, cara de cotoca, só que toda mega trabalhada na make e nas marcas de roupa.No meio da conversa, comida. (detalhe que eu peguei carona com outra menina muito mais rica que elas juntas anteontem, e falamos de comidas roots, rica fancha é outro esquema-ficou confuso?-) elas debateram se o lanche da tarde seria "frutinhas", "pãozinho com ricota" ou "salada de kani" e eu com meus snacks, no banco de trás.Mostrando a educação mega refinada que receberam, me deixaram na porta do shops, sem deixar eu me molhar na garoinha que atingia a região.

E enfim o fato que me fez escrever esse post.Me encaminhei para o posto da polícia federal, onde vi duas mulheres, uma com um menino no carrinho de bebe,e outra com uma garotinha com cara de boneca, mais uma senhorinha, provavel avó das crianças, indignadas com sabe-se-lá-o-que, que entre uma reclamação e outra conversavam com a menininha, de aproximadamente 4 anos, chamada Gabi :^):

Tia - Gabi, que tal fazer natação?
Gabi - dsnkjdfnkdsn (não entendia o que ela dizia)
Vó - Mas e o balé?
Mãe - NÃO.
Tia - Não, ela tem que fazer natação que faz bem pro "organismo".(fazendo o movimento de esfregar a mão na barriga)

Ou seja, desde a idade mais Lilica Ripilica, para as crianças da classe alta já é colocado o paradigma de que devem ser magras e perfeitas, o que faz total sentido com o que eu ouvi no carro minutos antes.

Espero que tenham gostado, porque sem dúvida foi um dia marcante pra mim e esclareceu muita coisa.

Promo: Pra primeira pessoa que adivinhar o nome do menino, provável primo da Gabi, ganha uma foto da minha foto do passaporte.Dica: É um nome que eu falo muito.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Dingobel, dingobel, acabou papeeeeel

Hoje eu estava linda e maravilhosa fazendo meu cocôzinho. Quando eu olhei pro lado, me veio aquela desagradabilíssima sensação de "agora fudeu". Não tinha papel higiênico no banheiro. Na falta de opção gritei: "VÓOOOOO ME DÁ PAPEEEEEEEEEL!" em questão de 2 segundos ela bateu na porta e passou uma folha de jornal por baixo dela. Como essa velha consegue ser tão rápida???
Pois bem, depois de rir um monte ela me entregou o rolo de papel higiênico pra me fazer feliz.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Bad company [remember]

Caminhei um bom pedaço, debaixo de um céu abafado e cheguei na frente do edifício. Eu já estivera ali antes. Apenas toquei o interfone e ele não estava. Perguntei ao porteiro que me disse que ele havia saído de moto fazia uma meia hora. Fiquei parado no portão, esperando alguns minutos. Uns vinte. Talvez meia hora. Mais do que aquilo eu não teria esperado, confesso, ao contrário do que ele me diria na cama, mais tarde. Que ele sabia que eu teria esperado muito mais tempo. Apenas mostrei o dedo do meio. Ele ri. Eu me derreto.
...
Espero alguns minutos e ele chega naquela moto cara. Não reparo em muitos detalhes da moto, só reparo na sua cara brava por trás do capacete. Eu continuo ali fora, enquanto ele guarda a moto na garagem do condomínio. Espero alguns 2 ou 3 minutos. O portão abre com um estalo, ao que suponho que você informou sobre a minha presença ao porteiro, que a cada vez que vou lá muda. Ou pelo menos, parece mudar. Ou talvez eu que não guarde fisionomias tão bem. Sigo ele até o elevador, dizendo um oi. Ele não responde. Apenas me conduz pra dentro do cubículo que sobe e me dá um beijo. Um daqueles beijos que fazem você perder o fôlego. E eu apenas olhando pro espelho do elevador. Reparo que os seus cabelos louros da nuca estão molhados. O que provavelmente seria suor. Isso não me enoja, estranhamente. Ao tirar os lábios dos meus, ele apenas diz: Desculpa. Eu fico sem graça e digo que não tem problema. Ele começa a explicar que estava numa festa de criança. Eu me desligo por alguns instantes e fico olhando pra sua fisionomia dura. Gosto daquilo.
...
Estou sentado em um banquinho de madeira. Os únicos assentos disponíveis na sala minúscula. Ele tira a roupa, ficando apenas de cueca e camiseta. Eu finjo não estar olhando e peço para acender um cigarro. Ele me entrega o cinzeiro - que eu já estou habituado - de bambu. Sempre achei aquele cinzeiro curioso. E me dirijo diretamente à sacada, pois sei que ele odeia o meu cigarro. Acendo e fumo. Olhando para os prédios, uma bela visão. Eu gosto daquilo. A cidade estava cinza e emitia um calor amarelado. Não sei explicar muito bem. Para de prestar atenção quando ele sai na sacada e me dá um abraço por trás. Eu estremeço de nervoso e sopro a fumaça. Finjo estar acostumado com contato humano. E desligo.
...
Estou sentado no chão. Meu estômago vazio, exceto por duas latinhas de cerveja que eu esvaziara em 10 minutos, ouvindo Black Crowes, não tenho certeza. Estou sentado no chão, apenas de cueca e ele está sentado no banquinho de madeira, olhando pra Televisão de plasma que está na parede. Algum programa sobre animais, é o que parecia. Apenas enlaço as pernas dele. Ele faz carinho no meu cabelo desgrenhado e eu jogo meu corpo para trás, cedendo à gravidade e à embriaguez de duas latinhas de cerveja. Fico ali deitado, observando ele assistir à tv. E desligo novamente.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

and I believed them all

Eu me sentia bem naquele lugar. Era como se os meus medos me dessem uma trégua rápida, e de certa forma, eles davam mesmo. Como se respeitassem aquele momento e cientes de que não eram bem vindos ali, daquela forma. Eu me sentava, meio tímido. Fixava o meu olhar em qualquer coisa colorida e chamativa e ficava apenas sentindo as vibrações do lugar. O machucadinho estava sarando e eu não sentia mais aquela vontade absurda de  estar fora do ar.