To com uma puta vontade de virar pro faveladinho do Fabrício, com a maior cara de demônio do mundo, e dizer:
"Se eu te pegar pausando minha impressão eu vou te dar na orelha, seu filho da puta!"
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terça-feira, 13 de outubro de 2009
sábado, 10 de outubro de 2009
Ontem
Tive uma quase DR;
Vi Dánilo;
Fumei mais cigarros do que nos dias anteriores da semana;
Dormi sem jantar;
Comi bolacha Diet que eu comprei pra mulhé me dar de presente;
Comprei bichinhos da Polly pra dar de presente de dia das crianças pra minha cunhadinha;
Comprei uma massinha pula-pula roxa e verde pra criança que namora comigo;
Derrubei a massinha na cerveja;
Salvei Julia de mijar nas calças;
Tive que pedir dinheiro emprestado pra pagar meu almoço porque"Até parece que ia dar certo!" senão, eu teria que ficar lavando pratos no restaurante;
Sai dou trabalho e fui pega de surpresa pela minha namorada que havia combinado préviamente com o Vini pra me manter aqui, caso ela não chegasse a tempo de me encontrar na saída. A-d-o-r-o!
Vi Dánilo;
Fumei mais cigarros do que nos dias anteriores da semana;
Dormi sem jantar;
Comi bolacha Diet que eu comprei pra mulhé me dar de presente;
Comprei bichinhos da Polly pra dar de presente de dia das crianças pra minha cunhadinha;
Comprei uma massinha pula-pula roxa e verde pra criança que namora comigo;
Derrubei a massinha na cerveja;
Salvei Julia de mijar nas calças;
Tive que pedir dinheiro emprestado pra pagar meu almoço porque
Sai dou trabalho e fui pega de surpresa pela minha namorada que havia combinado préviamente com o Vini pra me manter aqui, caso ela não chegasse a tempo de me encontrar na saída. A-d-o-r-o!
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zamigo
quinta-feira, 1 de outubro de 2009
Estou aqui...e pretendo continuar
Ando sem vontade de escrever nada. Minha vida está tomando um ritmo novamente, e tem tanta coisa boa acontecendo, mas ainda assim eu ando com tanta preguiça de escrever sobre isso.Andei pensando sobre as minhas metas e sobre tudo o que eu quero de verdade. Cheguei à conclusão de que está tudo em minhas mãos e só depende de um pouco mais de força da minha parte. Coisa que eu luto para ter todos os dias. Sou uma pessoa triste por natureza, devo lutar hora a hora para vencer isso. Todos os dias é um sacrilégio levantar e ter que pensar em encarar um dia todo, quando o que você quer é só ficar na sua cama de janela fechada sem ver nenhum ser humano. Um dia todo é muita coisa, são vinte e quatro horas em que eu estou sujeito a sofrer e me machucar. Talvez formar até mais cicatrizes do que já tenho. O mundo pode mudar em vinte e quatro horas. Mas depois me lembro que tem pessoas que precisam de mim no trabalho, da minha família, dos meus amigos, do dãnilo. E é isso que me dá forças pra encarar a claridade lá fora.Quando estou em um dia bom eu levanto rapidamente, me visto da forma que mais me agrada e visto um sorriso por cima do meu rosto de pedra e caminho pra vida. Quando estou num dia mal eu simplesmente levanto, me visto com a primeira peça que eu vejo - independente de ela ser xadrez com bolinhas - e vou com o meu rosto inexpressivo. Eu sempre tive o poder de decidir como quero que o meu dia seja. Quando estou mal, eu que escolho estar mal.
O que seria uma vida ideal?Uma vida ideal para mim seria morar em um lugar legal, ser independente de qualquer pessoa e poder fazer aquilo que eu tenho vontade a hora em que eu tenho vontade. Não preciso de muita coisa. Sou acostumado a viver com pouco, já que sempre tive que arrancar do mundo tudo o que eu quis. Nunca fui invejado por nada e nunca ninguém me bajulou por nenhum motivo. Pessoas inseguras que precisam de aprovação alheia, justamente por nunca ter experimentado esse gostinho. Agora faz sentido não?Queria ser mais feliz. Queria saber reagir melhor às coisas que a vida me oferece. Quando algo de bom me acontece eu fico ali parado, admirando aquilo com um sorriso débil e me esqueço de que eu preciso manter aquilo. Isso é muito difícil. Mas nada que uns bons anos não me ensinem... Estou disposto a encarar os desafios da vida e eu só quero permanecer equilibrado por bastante tempo. Estou feliz comigo mesmo. Aos poucos a sombra daquele menino carente tem ido embora.
O que seria uma vida ideal?Uma vida ideal para mim seria morar em um lugar legal, ser independente de qualquer pessoa e poder fazer aquilo que eu tenho vontade a hora em que eu tenho vontade. Não preciso de muita coisa. Sou acostumado a viver com pouco, já que sempre tive que arrancar do mundo tudo o que eu quis. Nunca fui invejado por nada e nunca ninguém me bajulou por nenhum motivo. Pessoas inseguras que precisam de aprovação alheia, justamente por nunca ter experimentado esse gostinho. Agora faz sentido não?Queria ser mais feliz. Queria saber reagir melhor às coisas que a vida me oferece. Quando algo de bom me acontece eu fico ali parado, admirando aquilo com um sorriso débil e me esqueço de que eu preciso manter aquilo. Isso é muito difícil. Mas nada que uns bons anos não me ensinem... Estou disposto a encarar os desafios da vida e eu só quero permanecer equilibrado por bastante tempo. Estou feliz comigo mesmo. Aos poucos a sombra daquele menino carente tem ido embora.
quarta-feira, 23 de setembro de 2009
Aleatório
I'm with you and there's nothing left to do
Tell me it's true
I'm with you and the stars are crashing through
Tell me it's true
I want everything with you!
ps: Vontade de comer batata frita.
Tell me it's true
I'm with you and the stars are crashing through
Tell me it's true
I want everything with you!
ps: Vontade de comer batata frita.
segunda-feira, 21 de setembro de 2009
Ele
Era Garoto moreno, cabelos desgrenhados e ensebados, um sorriso lindo de fazer inveja, sujo dos pés á cabeça e diagnosticado como esquizofrênico. Um caso, um maço de papéis médicos, uma alma imperfeita. Um caso complicado demais e delicado. Ele era o que quisesse ser. Um general foi o que ele escolheu. A avenida paulista era toda dele. Ele passava tardes e tardes correndo pra cima e pra baixo, vasculhando latas de lixo e voltando frequentemente para pegar mais comida com a sua mãe. Aliás, ele não a conhecia por mãe, ele dizia que ela era sua sobrinha. Ele tinha traumas fortes da infância. A vida para ele acabara aos sete anos de idade. Ele gostava de cachorros e todos os médicos da região o conheciam. Ele tinha um ar feliz.
Ela
Era uma senhora aparentemente comum, ingorando o fato de ela morar na rua. Uma moradora de rua completamente atípica. Vestia roupas claras e limpas, cabelo tingido, unhas feitas e um bom vocabulário. Daquele tipo de senhorinha, que quando você vê, logo imagina que seja uma daquelas que ficam tricotando e vendo programas de receitas todas as tardes. Mas a realidade daquela senhora não era essa. Ela dormia todas as noites em meio a várias caixas de papelão. Sua vida se resumia a correr atrás de um rapaz de vinte e poucos anos, como se fosse uma mãe coruja com um filho num parque de diversões, e passando de porta em porta de lanchonetes e restaurantes atrás do que comer.
terça-feira, 15 de setembro de 2009
Um tantão de açúcar
Talvez essa pessoa nem imagine o quanto eu fico feliz todos os dias as 21:00. Esta é a hora mais esperada do dia. É a hora em que aquela pessoa me liga todos os dias. E o momento mais significativo do meu dia.
As vezes fico calado, apenas escutando aquela voz. O silêncio sempre vem seguido de um: "Você está ouvndo?!" - Sim, estou. Justamente isto o que estou fazendo e desejando que nunca acabe - respondo mentalmente.
As vezes fico calado, apenas escutando aquela voz. O silêncio sempre vem seguido de um: "Você está ouvndo?!" - Sim, estou. Justamente isto o que estou fazendo e desejando que nunca acabe - respondo mentalmente.
segunda-feira, 14 de setembro de 2009
Fragmentos de infância
Estava sentado numa cadeira preta de estofado gostoso, equanto olhava pela janela o céu cinza. Olhou as horas no computador que estava ligado á sua frente. Levantou e pegou algumas canetas marca-texto fluorescente e algumas outras da pentel preta de ponta porosa num grande armário de ferro cinza, aproveitou e roubou alguns maços de papel sulfite. Sentou novamente na cadeira e começou a riscar alguns desenhos, que para a sua idade eram bem avançados. Riscou, riscou e riscou como se nada mais fosse importante. Alternava traçadas no papel com goladas de água, vinda de uma garrafa que trouxera de casa. A porta se abre e ele rapidamente tenta esconder todas as canetas que havia furtado. Um homem entra, ele é seu pai. Ele sorri e o permite ficar com todas aquelas coisas, afinal era o que mais tinha naquele lugar. Rapidamente, guardou todo o conteúdo em um envelope branco. Feliz e mal podendo esperar para chegar em casa e continuar desenhando. Saíram de lá e comeram num botequinho de esquina. O pai elogiou o seu comportamento. E elogiou todos os desenhos que foram feitos - inclusive um que teve o seu destino a carteira do pai. Ele sorria por dentro.
...
Sua vó mora em um lugar muito longe. Muito longe mesmo. E toda vez que surgia uma oportunidade ele ia até lá, se mandava de ônibus mesmo - desde sempre esteve acostumado a andar sozinho por aí. Preparava uma mochila com roupas e ia. Não ficava menos do que uma semana - isso em todas as férias. Como amava a sua avó. Uma das criaturas mais queridas por ele, sem sombra de dúvidas. Era sarcástica, era amarga, era fofoqueira, era ranzinza e boca suja. Mas ainda assim era muito querida por ele. E de certa forma, não podia deixar de sentir certa admiração por ela. Gostavam de cozinhar juntos, fazer salgadinhos fritos pra comerem vendo novelas mexicanas, levavam o cachorro pra passear, buscavam água numa fonte natural, as vezes até plantavam juntos. Sua vó tinha um par de codorninhas numa gaiola bem grande, a qual ele abria a portinha religiosamente todos os dias para colher os dois ou três ovinhos que as aves produziam. No fim da semana eles juntavam e faziam algum prato gostoso. Sua vó era católica. Não aquele tipo de católico fervoroso, mas uma católica de costumes e só ia á missa pra não ser mal falada pelo bairro. Na verdade ela detestava o padre e o maldizia pra quem quisesse ouviro. Certa vez, quando morava com sua avó, ele ficara muito triste. Era a manhã do seu aniversário de treze anos e ele levantou sorrindo, achando que sua vó iria parabenizá-lo pelo seu dia. Ela não o fez e simplesmente continuou preparando o café da manhã, como se fosse uma dia qualquer. O dia inteiro se passou e várias pessoas ligaram no telefone daquela residência para desejá-lo felicidades. Mas a sua avó permanecia calada, vendo a televisão e falando mal das apresentadoras "que são tudo um bando de puta". Ela só foi lembrar que era o seu aniversário as 21:00 da noite, quando já estava preparando a cama. Pediu mil desculpas e deu-lhe um real para comemorar o aniversário.
...
Era uma tarde como outra qualquer. Estava muito sol. Muito mesmo. Havia um clima de ansiedade no ar, como sempre ocorria quando sabia que ia pra casa dos seus parentes. Era uma das coisas que mais gostava nesse mundo. Sua tia estava para chegar. Atrasada, pensou ele. Passados alguns minutos ela chegara em sua porta. Deu uma última olhada no espelho e conferiu a sua imagem. De acordo, pensou. Pegou sua mochila azul royal da RISCA e foi com sua tia de ônibus. Antes pararam em uma mercearia pra comprar alguma coisa pra comerem no caminho. Compraram um doritos e uma coca-cola. Foram o caminho inteiro conversando. Adorava a sua tia e a tinha como sua segunda mãe. A viagem era tão longa, que decorrido um certo tempo a noite já dava as caras. Desceram em um ponto qualquer e caminharam até uma empresa grande que ele não conhecia. Sua tia lhe mostrou e disse que era o seu trabalho e ela iria pegar algumas coisas que esquecera. Ele concordou e ficou esperando sentadinho na muretinha em frente à empresa, imponente e grande. Pensou em como sua tia devia ser importante ali. Ou talvez nem fosse, mas ele preferia pensar que sim. Sua tia voltou depois de um tempo e ao caminharem até o ponto de ônibus ele viu uma banquinha vendendo animais de E.V.A. Sua tia viu que ele se interessara pelo conjunto de animais e o comprara. Ele sorriu e agradeceu. Pediu um sufflair também. Subiu no ônibus entre passos longos, para acompanhar sua tia alta, e mordidas no chocolate.
...
O menino estava na praia lendo uma revista da MTV. Pensando em como era estranho estar ali sem ao menos querer estar ali. Fechou a cara e completamente vestido se sentiu incomodado pelo fato de as pessoas o olharem como se ele fosse um extraterrestre. Ele olhou pra si mesmo e viu que ele não era o que queria ser. Porra! Ele queria ser bonito e ter tatuagens. Era só o que pedia a Deus. Poderia ter uns piergings também, eram bem vindos. Pensou em como deus fora injusto na distribuição de beleza e fez ele um desastre humano. Não gostava de nada na sua aparência, exceto suas mãos. Sempre gostou das suas mãos. Ele listou mentalmente o que faltava para ter a beleza que queria...Hummm...Ser uns 20 ou 30 kg mais magro, ter tatuagens, piercings e usar roupas que ele considerasse legais, não aquelas roupas que sua mãe comprava. Pensou que seria bem feliz no dia que ele conseguisse se transformar nisso. Pensou que outra personalidade o aguardava junto com a aparência nova, e as vezes no espelho, treinava sorrisos e expressões que combinariam mais com a sua nova personalidade que estava escondida lá dentro. Muito tempo se passou e ele conseguiu se tornar o que queria. Exatamente o que ele queria. Mas não se sentiu bonito e nem com outra personalidade.
...
Sua vó mora em um lugar muito longe. Muito longe mesmo. E toda vez que surgia uma oportunidade ele ia até lá, se mandava de ônibus mesmo - desde sempre esteve acostumado a andar sozinho por aí. Preparava uma mochila com roupas e ia. Não ficava menos do que uma semana - isso em todas as férias. Como amava a sua avó. Uma das criaturas mais queridas por ele, sem sombra de dúvidas. Era sarcástica, era amarga, era fofoqueira, era ranzinza e boca suja. Mas ainda assim era muito querida por ele. E de certa forma, não podia deixar de sentir certa admiração por ela. Gostavam de cozinhar juntos, fazer salgadinhos fritos pra comerem vendo novelas mexicanas, levavam o cachorro pra passear, buscavam água numa fonte natural, as vezes até plantavam juntos. Sua vó tinha um par de codorninhas numa gaiola bem grande, a qual ele abria a portinha religiosamente todos os dias para colher os dois ou três ovinhos que as aves produziam. No fim da semana eles juntavam e faziam algum prato gostoso. Sua vó era católica. Não aquele tipo de católico fervoroso, mas uma católica de costumes e só ia á missa pra não ser mal falada pelo bairro. Na verdade ela detestava o padre e o maldizia pra quem quisesse ouviro. Certa vez, quando morava com sua avó, ele ficara muito triste. Era a manhã do seu aniversário de treze anos e ele levantou sorrindo, achando que sua vó iria parabenizá-lo pelo seu dia. Ela não o fez e simplesmente continuou preparando o café da manhã, como se fosse uma dia qualquer. O dia inteiro se passou e várias pessoas ligaram no telefone daquela residência para desejá-lo felicidades. Mas a sua avó permanecia calada, vendo a televisão e falando mal das apresentadoras "que são tudo um bando de puta". Ela só foi lembrar que era o seu aniversário as 21:00 da noite, quando já estava preparando a cama. Pediu mil desculpas e deu-lhe um real para comemorar o aniversário.
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Era uma tarde como outra qualquer. Estava muito sol. Muito mesmo. Havia um clima de ansiedade no ar, como sempre ocorria quando sabia que ia pra casa dos seus parentes. Era uma das coisas que mais gostava nesse mundo. Sua tia estava para chegar. Atrasada, pensou ele. Passados alguns minutos ela chegara em sua porta. Deu uma última olhada no espelho e conferiu a sua imagem. De acordo, pensou. Pegou sua mochila azul royal da RISCA e foi com sua tia de ônibus. Antes pararam em uma mercearia pra comprar alguma coisa pra comerem no caminho. Compraram um doritos e uma coca-cola. Foram o caminho inteiro conversando. Adorava a sua tia e a tinha como sua segunda mãe. A viagem era tão longa, que decorrido um certo tempo a noite já dava as caras. Desceram em um ponto qualquer e caminharam até uma empresa grande que ele não conhecia. Sua tia lhe mostrou e disse que era o seu trabalho e ela iria pegar algumas coisas que esquecera. Ele concordou e ficou esperando sentadinho na muretinha em frente à empresa, imponente e grande. Pensou em como sua tia devia ser importante ali. Ou talvez nem fosse, mas ele preferia pensar que sim. Sua tia voltou depois de um tempo e ao caminharem até o ponto de ônibus ele viu uma banquinha vendendo animais de E.V.A. Sua tia viu que ele se interessara pelo conjunto de animais e o comprara. Ele sorriu e agradeceu. Pediu um sufflair também. Subiu no ônibus entre passos longos, para acompanhar sua tia alta, e mordidas no chocolate.
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O menino estava na praia lendo uma revista da MTV. Pensando em como era estranho estar ali sem ao menos querer estar ali. Fechou a cara e completamente vestido se sentiu incomodado pelo fato de as pessoas o olharem como se ele fosse um extraterrestre. Ele olhou pra si mesmo e viu que ele não era o que queria ser. Porra! Ele queria ser bonito e ter tatuagens. Era só o que pedia a Deus. Poderia ter uns piergings também, eram bem vindos. Pensou em como deus fora injusto na distribuição de beleza e fez ele um desastre humano. Não gostava de nada na sua aparência, exceto suas mãos. Sempre gostou das suas mãos. Ele listou mentalmente o que faltava para ter a beleza que queria...Hummm...Ser uns 20 ou 30 kg mais magro, ter tatuagens, piercings e usar roupas que ele considerasse legais, não aquelas roupas que sua mãe comprava. Pensou que seria bem feliz no dia que ele conseguisse se transformar nisso. Pensou que outra personalidade o aguardava junto com a aparência nova, e as vezes no espelho, treinava sorrisos e expressões que combinariam mais com a sua nova personalidade que estava escondida lá dentro. Muito tempo se passou e ele conseguiu se tornar o que queria. Exatamente o que ele queria. Mas não se sentiu bonito e nem com outra personalidade.
quinta-feira, 10 de setembro de 2009
Muito errado mas até que ficou bonitinho
Acabo de ir ao banheiro e ver uma coisa muito errada:
Um dos funcionários dormindo sentadinho na cadeira enquanto tocava uns dances violentos no rádio, como diria Vinícius.
Miuto errado, mas ele até q tava bonitinho dormindo sentado e estatico numa cadeira debaixo da escada...
Um dos funcionários dormindo sentadinho na cadeira enquanto tocava uns dances violentos no rádio, como diria Vinícius.
Miuto errado, mas ele até q tava bonitinho dormindo sentado e estatico numa cadeira debaixo da escada...
quarta-feira, 9 de setembro de 2009
Carta para D.
Eu acho que estou gostando demais de você. E as vezes eu sinto medo disso tudo acabar de repente. Morro de medo de ser abandonado e tenho fobia de rejeição. Sei que você não faria isso comigo, mas por outro lado, sei também que todos estamos vulneráveis a conhecer alguém mais legal. Acho que não sou o que há de melhor em seres humanos e nem sou um representante exemplar da espécie e eu sei também que muitas vezes pareço um idiota frígido. Talvez você dê risada disso pelas costas, ou não. Mas eu tenho vontade de me entregar, de verdade. E é a atitude que eu terei. Independente de me sentir seguro ou não para isso. Porém, nesse caso eu acho que tenho certa segurança pelas coisas que você me diz e me deixa com cara de babaca no trabalho. Eu dou risada disso. Imaginei que isso jamais fosse acontecer novamente comigo, já que eu estava me sentindo como um corpo vazio sem capacidade de sentir qualquer coisa por qualquer pessoa. Acho que ainda existe muita coisa reservada pra mim. Não penso mais em desistir da vida. E sabe, a melhor coisa que existe nesse mundo é saber que não se está sozinho. Mesmo quando se está sozinho, fisicamente, ainda assim sabe-se que existe alguém pensando em você (as horas não mentem! 10:10/11:11/12:12 e etc.) e saber que você também está pensando em alguém. Pode parecer uma coisa brega e doentia, mas significa muito pra mim. Muito mesmo. Sempre acreditei que eu jamais fosse capaz de fazer alguém feliz. Sempre carreguei isso comigo. Talvez esse pensamento não tenha mudado, mas ainda assim, detsa vez eu queria tentar. Talvez eu não chegue a lugar algum com isso, talvez eu me machuque cada vez mais, talvez eu carregue ainda mais cicatrizes dos que as que eu costumo carregar por onde vou. Mas quem se importa? A vida é para ser vivida e com isso assumimos riscos. Da mesma forma que se assume riscos para viver, esses mesmos riscos podem deixar de ser ameaçadores e podem virar algo feliz. Sou do tipo de pessoa que não acredita em felicidade e nem no amor. Calma, deixe-me explicar. A felicidade para mim é algo completamente subjetivo, é algo particular de cada pessoa e eu tenho a minha, você tem a sua...enfim. A felicidade (pra mim) é um conjunto de momentos felizes, que somados geram um bem-estar que se pode chamar de Felicidade. A felicidade não é um sentimento constante. Uma pessoa não pode SER feliz, pode ESTAR feliz. Já o amor é uma troca de interesses. Amor puro, só o de mãe mesmo. Eu procuro uma coisa que você tem e que me faz bem, você procura uma coisa que eu tenho e que te faz bem. Isso gera uma afeição bonitinha e é aí que ele se desenvolve e é o que podemos chamar de "Amor". Já o amor pra mim é quando se gosta muito de alguém, a ponto de fazer coisas bestas na frente um do outro, de fazer compras juntos, de um saber o que o outro está pensando só de olhar, de fazerem o melhor sexo da vida dos dois juntos, de um saber o perfil completo um do outro de cor, de compartilharem TUDO. Isso sim é o que eu chamo de amor. Bem, posso não estar certo em nada do que escrevi aqui. Mas é a minha visão sobre as coisas.
Com carinho, Vinícius.
Com carinho, Vinícius.
Mas ainda tá falando disso, Vinícius?! SIM ESTOU.
E hoje lá vou eu no banco, ficar 60 minutos plantado em uma fila. Por um motivo que eu NÃO tenho culpa alguma.
Resumão da história:
Ontem eu estava sem dinheiro para trabalhar. Dinheiro que eu digo é dinheiro VIVO. Nota. Ok, eu tinha no banco. Resolvi acordar mais cedo e ir até o banco tirar alguns singelos dinheiros afim de pagar a minha condução até o trabalho. Pois bem, exatamente o que eu fiz. Chegando ao banco, passei o meu cartão novo de chip na máquina e apareceu assim ó: CARTÃO CANCELADO - FAVOR ENTRAR EM CONTATO COM A NOSSA CENTRAL!
Liguei lá do meu celular - ainda na rua - e perguntei o que tinha acontecido. A menina com voz de bruaca e cara de cotoca disse assim que eu tinha que me dirigir a uma agência do banco em questão. Ok, eu já estava atrasado demais e decidi ligar pra minha mãe e pedir dinheiro. Ela me levou dinheiro e me levou de carro até o metrô. Fiquei realmente agradecido.
No meu horário de almoço eu fui até a merda do banco e conversei com o funcionário simpático de lá. Ele foi até a máquina de sacar comigo, e pediu pra pra eu fazer como se eu fosse sacar dinheiro. Fiz - já pensando que iria passar vergonha e o cartão iria funcionar normalmente, só porque o funcionário estava do meu lado. Mas não. Ufa. O cartão não funcionou. Perguntei a causa disso e ele respondeu que não sabia. Puxa, muito legal! Meu cartão foi cancelado e eu nem sei o porquê. Eu estava com muita preguiça pra discutir e perguntei pra ele o que seria feito em relação a isso. Te mando um cartão novo em dez dias úteis, respondeu ele.
Depois que eu saí de lá eu fiquei pensando no tanto de coisa que eu poderia ter feito/falado:
- Só saio daqui com o meu DINHEIRO EM MÃOS! Ou com você atrás de um camburão! - Isso arregalando os olhos e fazendo gestos com as mãos.
- Chorar copiosamente e dizer o tanto de contas que eu tenho pra pagar (o que é uma mentira, GRAÇAS A DEUS) e dizer que moro lá nos fundinhos da Zona Leste e tenho 4 filhos pra cuidar, uma mãe alcóolatra, uma irmã protituída, um irmão entregue ao vício das bebidas, uma vó macumbeira e não bastando um cachorro caolho.
- Deveria ter dito que eu era louco maníaco e eu não iria responder por mim mesmo caso eu fosse contrariado.
- Queria estar com o meu punhal na cintura. Adoraria pintar aquele ambiente de escarlate.
- Deveria ter ameaçado de morte e dito que tenho um tio policial e um "namorado" que trabalha no PROCON - o que ainda iria me render uma fama de bichinha barraqueira. Coisa que eu não sou nem um e nem outro.
- E eu deveria entregar o nome de cada um deles pra Joana destruir a vida deles.
Resumão da história:
Ontem eu estava sem dinheiro para trabalhar. Dinheiro que eu digo é dinheiro VIVO. Nota. Ok, eu tinha no banco. Resolvi acordar mais cedo e ir até o banco tirar alguns singelos dinheiros afim de pagar a minha condução até o trabalho. Pois bem, exatamente o que eu fiz. Chegando ao banco, passei o meu cartão novo de chip na máquina e apareceu assim ó: CARTÃO CANCELADO - FAVOR ENTRAR EM CONTATO COM A NOSSA CENTRAL!
Liguei lá do meu celular - ainda na rua - e perguntei o que tinha acontecido. A menina com voz de bruaca e cara de cotoca disse assim que eu tinha que me dirigir a uma agência do banco em questão. Ok, eu já estava atrasado demais e decidi ligar pra minha mãe e pedir dinheiro. Ela me levou dinheiro e me levou de carro até o metrô. Fiquei realmente agradecido.
No meu horário de almoço eu fui até a merda do banco e conversei com o funcionário simpático de lá. Ele foi até a máquina de sacar comigo, e pediu pra pra eu fazer como se eu fosse sacar dinheiro. Fiz - já pensando que iria passar vergonha e o cartão iria funcionar normalmente, só porque o funcionário estava do meu lado. Mas não. Ufa. O cartão não funcionou. Perguntei a causa disso e ele respondeu que não sabia. Puxa, muito legal! Meu cartão foi cancelado e eu nem sei o porquê. Eu estava com muita preguiça pra discutir e perguntei pra ele o que seria feito em relação a isso. Te mando um cartão novo em dez dias úteis, respondeu ele.
Depois que eu saí de lá eu fiquei pensando no tanto de coisa que eu poderia ter feito/falado:
- Só saio daqui com o meu DINHEIRO EM MÃOS! Ou com você atrás de um camburão! - Isso arregalando os olhos e fazendo gestos com as mãos.
- Chorar copiosamente e dizer o tanto de contas que eu tenho pra pagar (o que é uma mentira, GRAÇAS A DEUS) e dizer que moro lá nos fundinhos da Zona Leste e tenho 4 filhos pra cuidar, uma mãe alcóolatra, uma irmã protituída, um irmão entregue ao vício das bebidas, uma vó macumbeira e não bastando um cachorro caolho.
- Deveria ter dito que eu era louco maníaco e eu não iria responder por mim mesmo caso eu fosse contrariado.
- Queria estar com o meu punhal na cintura. Adoraria pintar aquele ambiente de escarlate.
- Deveria ter ameaçado de morte e dito que tenho um tio policial e um "namorado" que trabalha no PROCON - o que ainda iria me render uma fama de bichinha barraqueira. Coisa que eu não sou nem um e nem outro.
- E eu deveria entregar o nome de cada um deles pra Joana destruir a vida deles.
terça-feira, 8 de setembro de 2009
Ai gente....como eu me sinto um imbecil por simplesmente gostar. Isso não é normal e eu preciso de terapia.
Nunca quis dar o braço a torcer. Nunca gostou desse lance de demonstrações de afeto humano. Sempre se sentiu fraco diante disso tudo e sempre tentou esconder o que estava sentindo atrás de uma máscara inexpressiva e de super-humano intocável, inabalável e duro. Era uma fachada grotesca, mas que ainda assim conseguia convencer.
Sempre se sentiu ridículo e bobão diante de situações bonitinhas. Gostava delas, mas não podia dizer que se sentia à vontade com a presença de elementos bonitinhos. Aquela pessoa sim, era-lhe um expemplo. Sabia demonstrar muito bem o que estava sentindo, mas como o outro era fechado e se sentia inseguro demais em relação a si próprio e ao sentimento das pessoas para com ele, acabava por reprimir suas reações que gostaria de passar.
Quando, na verdade, queria dizer: Eu gosto de você e gosto de estar com você. Acho lindo o seu sorriso pra mim e gosto da sua carinha de nerd.
O que acabava saindo era uma cara de inexpressiva para desprezível. O que, de certa forma, magoa as pessoas.
Mas essa era apenas a sua forma de defesa. Sempre acreditara nessa verdade acima de tudo. Talvez como uma desculpa-justificativa de ser desta forma. Era bem assim: Antes de ser desprezado (na cabeça dele NINGUÉM poderia gostar dele de verdade pelo simples fato de ele ser ELE MESMO) ele já tinha desprezado duas vezes. Fingindo não se importar.
Ele dormia triste, pensando nas coisas que poderia ter falado ou feito com a pessoa que ele gosta. Mas ele repetia isso no outro dia...e no outro...e talvez no outro.
Mas por dentro o "gostar" ainda permanecia. E ele sentia saudade de estar com aquela pessoa e de deitar do lado pessoa e ficar fazendo planinhos que talvez nem existam e de discutir sobre a vida, sobre baladas porcas, sobre bebidas, sobre roupas, sobre o anãozinho do filme pornô que assistiam naquele momento e ele só queria encostar a cabeça sobre o peito daquele que ele gostava e que esse momento jamais se acabasse. A chuva caía forte lá fora, o tempo da pernoite quase se esgotando. Mas não importava. Nada importava pois ainda tinha aquele peito macio sobre o qual se podia repousar.
Sempre se sentiu ridículo e bobão diante de situações bonitinhas. Gostava delas, mas não podia dizer que se sentia à vontade com a presença de elementos bonitinhos. Aquela pessoa sim, era-lhe um expemplo. Sabia demonstrar muito bem o que estava sentindo, mas como o outro era fechado e se sentia inseguro demais em relação a si próprio e ao sentimento das pessoas para com ele, acabava por reprimir suas reações que gostaria de passar.
Quando, na verdade, queria dizer: Eu gosto de você e gosto de estar com você. Acho lindo o seu sorriso pra mim e gosto da sua carinha de nerd.
O que acabava saindo era uma cara de inexpressiva para desprezível. O que, de certa forma, magoa as pessoas.
Mas essa era apenas a sua forma de defesa. Sempre acreditara nessa verdade acima de tudo. Talvez como uma desculpa-justificativa de ser desta forma. Era bem assim: Antes de ser desprezado (na cabeça dele NINGUÉM poderia gostar dele de verdade pelo simples fato de ele ser ELE MESMO) ele já tinha desprezado duas vezes. Fingindo não se importar.
Ele dormia triste, pensando nas coisas que poderia ter falado ou feito com a pessoa que ele gosta. Mas ele repetia isso no outro dia...e no outro...e talvez no outro.
Mas por dentro o "gostar" ainda permanecia. E ele sentia saudade de estar com aquela pessoa e de deitar do lado pessoa e ficar fazendo planinhos que talvez nem existam e de discutir sobre a vida, sobre baladas porcas, sobre bebidas, sobre roupas, sobre o anãozinho do filme pornô que assistiam naquele momento e ele só queria encostar a cabeça sobre o peito daquele que ele gostava e que esse momento jamais se acabasse. A chuva caía forte lá fora, o tempo da pernoite quase se esgotando. Mas não importava. Nada importava pois ainda tinha aquele peito macio sobre o qual se podia repousar.
sexta-feira, 4 de setembro de 2009
Ficou feio
Deu pra perceber q eu só comi ontem por causa da Priscilla e da Paula, que gentilmente pagaram pra mim comer. Já quem salvou o Vini foi a Mariana!
Que horror! esses dois trabalham o dia inteiro pra não ter nem 1 real pra comer! Dells..
Que horror! esses dois trabalham o dia inteiro pra não ter nem 1 real pra comer! Dells..
quinta-feira, 3 de setembro de 2009
Mas que calor é esse em volta do altar? É o calor de Deus que está nesse lugar.
Minha dieta rigorosa na verdade se consistiu em dois pães de queijo pro dia inteiro.
Tenho sentido meu papo crescer a cada dia que passa.
As coisas estão até que bem, mas ainda assim eu não estou conseguindo processar essa felicidade besta. Acho que eu não sei mais ser feliz, e eu acho que isso me cansa. Eu sempre corri atrás dessa coisa chamada "felicidade" e sempre quando consigo alcançá-la, momentâneamente, eu fico com saudade da minha dor. Deve ser porque nenhuma felicidade é tão intensa quanto a dor, e eu gosto de coisas intensas e, com certeza, a dor é intensa e ironicamente me faz sentir mais vivo. Ou talvez porque já estou acostumado com ela, algo como uma esposa gorda e feia, mas que cozinha bem. Você não gosta mais dela, mas ainda assim a quer por perto. É bem esquisito mesmo. Eu sou esquisito.
Acabei de atender um senhor chamado Celso. Ele é o tipo de pessoa mais desagradável que eu poderia ter contato. Ele chega e quer fazer e acontecer e fica atrás vendo eu trabalhar na arte dele e ele me cansa e eu não quero mais ficar aqui. Não gosto daqui e acho que nunca gostei. Queria ter a vida de um rockstar boêmio e viver pelos bares da cidade e fazer o que me der na telha. Rockstars tem a tendência de se destruirem, exceto o chato do Bono Vox, mas ele nem é rockstar completo. Ontem eu fiz um teste: Qual rockstar decadente é você? O meu deu a Amy Winehouse, e falava assim que eu tinha um dom nato, mas eu gostava mais de sentir pena de mim mesmo e me destruir e disperdiçar o dom que deus me deu. Faz sentido, exceto pela parte do dom musical. Não tenho esse dom. Na verdade eu ainda não sei, já que nunca me arrisquei a tocar um nada. Quem sabe um dia eu me descubro uma grande músico. Até parece.
Queria ter um dom. Quando eu era criança as pessoas diziam que eu tinha o dom do desenho, mas eu acho que perdi. Não tenho mais o costume de desenhar e eu nem sequer tenho vontade de fazê-lo. Gosto de ficar deitado ou na internet, quando estou em casa. E eu não gosto de ficar em casa, me sinto vazio...sei lá.
Hoje de manhã eu vi uma mulher no metrô, já idosa com alargadores e um monte de tatuagem e cabelo curtinho. Bem bonita, mas ainda assim sem perder sua feminilidade (existe essa palavra?), ela passou duas argolas imensas nos buracos do alargador e usava saltos altíssimos. E vestido. Achei interessante, se um dia eu me casar, quero que seja uma mulher assim.
Na verdade eu vou ser assim. Vou ser um velho todo tatuado e com alargadores, porque eu não pretendo tirar. Eu acho que eu vou ficar mais bonito quando ficar mais velho, acho que vou ficar lindo (sou bonito pra caramba)...Pode rir, mas eu penso isso mesmo, acho que a vida não vai ser tão filho da puta comigo a ponto de permitir com que eu seja feioso e gordo pro resto da vida. Mas esses dias eu estava deitado na minha cama e pensando, acho que eu gordo como estou faço mais sucesso entre os garotos. Sei lá...tenho mais pessoas no meu pé depois que engordei. Quando eu estava bem magro ninguém me queria muito. Acho que sou o tipo de menino que fica bem quando está gordo. Eu acho que eu gosto de mim, um pouco.
Ontem ele chegou cedo nos msn, eu fiquei esperando só um pouquinho. Poderia ser assim todos os dias, porque eu tenho dormido muito tarde e me atrasado pro trabalho, mas quer saber? tanto faz. Eu nem ligo. Estou querendo ser mandado embora mesmo. Imagina! ganhar três meses de seguro desemprego! Seria ótimo.
Mas o que eu dizia mesmo? Ah, então. As coisas estão caminhando como devem ser (e eu estou tendo um Deja Vu nervoso agora) e estamos indo com calma, e sem precipitações. Acho que é a melhor coisa que fazemos, embora sabemos bem o que queremos. Sei lá...dessa vez está sendo diferente. Só me senti assim por uma pessoa, somente uma vez na vida. E eu me vejo a longo prazo com essa pessoa. Eu gosto disso. Tenho tido menos vontade de me destruir e mais vontade de permanecer vivo. Tá explicado o motivo de eu estar engordando. Acho que estou ficando com uma pequena vontade de viver. Isso é estranho. Desde há mais de uma ano eu não tinha a mínima vontade de permanecer aqui nesse mundo. Claro que tenho meus picos e eu já senti vontade forte de morrer nesse meio tempo. Mas nada que fosse duradouro.
(Acabei de atender um senhor com forte sotaque CASTELIANO que me irrita profundamente, na verdade ele próprio já me irrita profundamente por si só, ainda bem que ele só queria três impressões coloridas)
Acho tão feio senhor negro de cabelo branco crespo. Parece uma bolota de algodão em cima de uma trufa de chocolate. Se eu fosse ele (o senhor que eu vi agora, passando aqui na frente) iria raspar a cabeça. Ou usar um chapéu coco (ia ficar bem nele).
Isso me lembra o Everton. Não gosto dele. Ele tem mania de ser moralista.
Hoje eu vim com a minha camiseta preferida. Ela é preta e tem um desenho vintage do frankstein. Eu gosto do Frankstein.
(Aline começou a atender um cliente que eu odeio, ainda bem que não sobrou pra mim, gente, chegou um homem de mullets NERVOSO. Juro que se meu celular não fosse tão barulhento eu tirava uma foto e postava! Ah se postava!)
Tenho sentido meu papo crescer a cada dia que passa.
As coisas estão até que bem, mas ainda assim eu não estou conseguindo processar essa felicidade besta. Acho que eu não sei mais ser feliz, e eu acho que isso me cansa. Eu sempre corri atrás dessa coisa chamada "felicidade" e sempre quando consigo alcançá-la, momentâneamente, eu fico com saudade da minha dor. Deve ser porque nenhuma felicidade é tão intensa quanto a dor, e eu gosto de coisas intensas e, com certeza, a dor é intensa e ironicamente me faz sentir mais vivo. Ou talvez porque já estou acostumado com ela, algo como uma esposa gorda e feia, mas que cozinha bem. Você não gosta mais dela, mas ainda assim a quer por perto. É bem esquisito mesmo. Eu sou esquisito.
Acabei de atender um senhor chamado Celso. Ele é o tipo de pessoa mais desagradável que eu poderia ter contato. Ele chega e quer fazer e acontecer e fica atrás vendo eu trabalhar na arte dele e ele me cansa e eu não quero mais ficar aqui. Não gosto daqui e acho que nunca gostei. Queria ter a vida de um rockstar boêmio e viver pelos bares da cidade e fazer o que me der na telha. Rockstars tem a tendência de se destruirem, exceto o chato do Bono Vox, mas ele nem é rockstar completo. Ontem eu fiz um teste: Qual rockstar decadente é você? O meu deu a Amy Winehouse, e falava assim que eu tinha um dom nato, mas eu gostava mais de sentir pena de mim mesmo e me destruir e disperdiçar o dom que deus me deu. Faz sentido, exceto pela parte do dom musical. Não tenho esse dom. Na verdade eu ainda não sei, já que nunca me arrisquei a tocar um nada. Quem sabe um dia eu me descubro uma grande músico. Até parece.
Queria ter um dom. Quando eu era criança as pessoas diziam que eu tinha o dom do desenho, mas eu acho que perdi. Não tenho mais o costume de desenhar e eu nem sequer tenho vontade de fazê-lo. Gosto de ficar deitado ou na internet, quando estou em casa. E eu não gosto de ficar em casa, me sinto vazio...sei lá.
Hoje de manhã eu vi uma mulher no metrô, já idosa com alargadores e um monte de tatuagem e cabelo curtinho. Bem bonita, mas ainda assim sem perder sua feminilidade (existe essa palavra?), ela passou duas argolas imensas nos buracos do alargador e usava saltos altíssimos. E vestido. Achei interessante, se um dia eu me casar, quero que seja uma mulher assim.
Na verdade eu vou ser assim. Vou ser um velho todo tatuado e com alargadores, porque eu não pretendo tirar. Eu acho que eu vou ficar mais bonito quando ficar mais velho, acho que vou ficar lindo (sou bonito pra caramba)...Pode rir, mas eu penso isso mesmo, acho que a vida não vai ser tão filho da puta comigo a ponto de permitir com que eu seja feioso e gordo pro resto da vida. Mas esses dias eu estava deitado na minha cama e pensando, acho que eu gordo como estou faço mais sucesso entre os garotos. Sei lá...tenho mais pessoas no meu pé depois que engordei. Quando eu estava bem magro ninguém me queria muito. Acho que sou o tipo de menino que fica bem quando está gordo. Eu acho que eu gosto de mim, um pouco.
Ontem ele chegou cedo nos msn, eu fiquei esperando só um pouquinho. Poderia ser assim todos os dias, porque eu tenho dormido muito tarde e me atrasado pro trabalho, mas quer saber? tanto faz. Eu nem ligo. Estou querendo ser mandado embora mesmo. Imagina! ganhar três meses de seguro desemprego! Seria ótimo.
Mas o que eu dizia mesmo? Ah, então. As coisas estão caminhando como devem ser (e eu estou tendo um Deja Vu nervoso agora) e estamos indo com calma, e sem precipitações. Acho que é a melhor coisa que fazemos, embora sabemos bem o que queremos. Sei lá...dessa vez está sendo diferente. Só me senti assim por uma pessoa, somente uma vez na vida. E eu me vejo a longo prazo com essa pessoa. Eu gosto disso. Tenho tido menos vontade de me destruir e mais vontade de permanecer vivo. Tá explicado o motivo de eu estar engordando. Acho que estou ficando com uma pequena vontade de viver. Isso é estranho. Desde há mais de uma ano eu não tinha a mínima vontade de permanecer aqui nesse mundo. Claro que tenho meus picos e eu já senti vontade forte de morrer nesse meio tempo. Mas nada que fosse duradouro.
(Acabei de atender um senhor com forte sotaque CASTELIANO que me irrita profundamente, na verdade ele próprio já me irrita profundamente por si só, ainda bem que ele só queria três impressões coloridas)
Acho tão feio senhor negro de cabelo branco crespo. Parece uma bolota de algodão em cima de uma trufa de chocolate. Se eu fosse ele (o senhor que eu vi agora, passando aqui na frente) iria raspar a cabeça. Ou usar um chapéu coco (ia ficar bem nele).
Isso me lembra o Everton. Não gosto dele. Ele tem mania de ser moralista.
Hoje eu vim com a minha camiseta preferida. Ela é preta e tem um desenho vintage do frankstein. Eu gosto do Frankstein.
(Aline começou a atender um cliente que eu odeio, ainda bem que não sobrou pra mim, gente, chegou um homem de mullets NERVOSO. Juro que se meu celular não fosse tão barulhento eu tirava uma foto e postava! Ah se postava!)
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